Pelo tempo

Há tempo para tudo e é preciso estar maduro para reconhecer que nem todo fruto tem sementes, apesar de ter vindo delas.

Há um tempo para reconhecer que é necessário fazer o tempo seguir o seu caminho, sem querer segurá-lo, sob pena de se perder.

Há um bom tempo fiquei sem cismar no que fazer das horas que corriam e eu, apesar de demonstrar pressa, apenas caminhava num rumo sem reconhecer que o destino final estava o que mais aguardava.

De tempos em tempos eu paro para pensar que a voz da sabedoria precisa de segundos para se instalar no íntimo do relógio do coração.

O tempo nada apaga. Eu, sozinha reescrevia palavras outras para um futuro presente de costas para o passado.

PS. Olha o que o tempo fez a essa Diva.

Melindres

 

Tantas vezes bati o pé, refiz o caminho só para não seguir em frente como o outro fazia. Quantas vezes endureci a pele dos cotovelos no umbral da janela, só para não ter que sentar e ouvir o que o outro dizia. Tudo por conta da melindrada menina que insistia ser. 

E quantas boas ofertas recusei só para não ter que dizer que tudo me era desconhecido e, por isso mesmo, não queria que o outro soubesse o quanto me dóia a ignorância. Mal sabia que tudo era teimosia minha. 

Hoje, que bom poder dizer que continuo com melindres - frescuras de menina que está caindo de podre porque é tempo de amadurecer - mas, só que desta vez, refaço o caminho de mãos dadas ou pelo menos, próximas da do outro. 

Uma das minhas queixas é a tal mania de não lembrar os nomes das pessoas com as quais convivo, pelo menos uma vez por semana. Normalmente dava um jeito de não demonstrar a tal "falha". Hoje, faço questão de dizer que não lembro o nome porque simplesmente não presto atenção na hora das apresentações. 

Agora eu sei que os melindres ainda vão continuar me atrapalhando, mas lá dentro de mim, a luz que acende diz sempre: deixa de frescuras Leninha. Te alui mulher!

Em busca do par

De vez em quando igual a qualquer pessoa, faço algo diferente. Entro na Internet, jogo palavras a esmo e a pesquisa cai em lugares que não aguardava. Nessas buscas, encontram-se quase tudo. E num desses achados arrisco um combine com alguém.

Será que devo mesmo fazer isso? Tem alguém olhando?

Ora, se tem! Um monte, milhares, enfiando a cara no desconhecido, no obscuro, brincando de se esconder. Na primeira vez, preenchi o perfil exigido com tudo o que pedia, com direito a foto. Puxa, que arrependimento! Temerosa, continuei mais uma semana. No dia em que sairia definitivamente do programa, eis que encontro uma pessoa, que como eu, arriscava. Da intenção de origem que era de curiosidade, uma espécie de laboratório para ocupar este espaço escrevendo sobre o comportamento nosso de todos os dias, tive o prazer de experienciar uma relação nada virtual, pois que real se tornou.

Agora, voltando à carga, por pura curiosidade, faço um perfil de esconde-esconde só para ter acesso aos outros perfis. Curioso, o nosso comportamento quando nos pede para falar sobre nós, numa oferta para uma demanda cada vez maior. É incrível como cresceu o público, apesar dos receios, dos medos do envolvimento, mesmo que por endereço eletrônico, mesmo que não precise tomar banho, escolher a melhor roupa, usar o melhor perfume, não exagerar no batom - nem todo homem gosta- e outras coisitas femininas no propósito de impressionar.

No teclar, as palavras fluem soltas, leves ou às vezes carregadas, dependendo do momento. É um risco, que pode culminar com outras tentativas, imitando a vida do lado de cá. Como somos interessantes, querendo nos esconder, enquanto buscamos mais pessoas tão parecidas conosco.

Confissão

Se me lembro de ti?!Esquece acaso
A planta o orvalho que alentou-a um dia?


Luís Magalhães

 

 

Perto demais-Filosófico!?

Em Closer- Perto demais, há uma mensagem bem explícita :

" Há um momento das nossas vidas em que podemos largar tudo ou resistir".

O que é mais fácil???

Largar tudo implica abrir mão de algo que já não podemos ou não queremos ter conosco, mesmo que esse algo nos seja caro, no sentido de importância. Mesmo nos sendo valoroso, largamos mão dele.

Então, por que há os que resistem?

Resistência significa em termos populares "nadar contra a maré". Portanto, só se pode afirmar que há muito dentro de alguém que não abre mão daquilo em que acredita.

 


The Blowers Daughter-Damien Rice
Colocado por Melrj
 

Tudo isso embalado ao som de The Blower`s Daughter de Damien Rice.

"Não digas nada!

Nem mesmo a Verdade

Há tanta suavidade em nada se dizer

E tudo se entender"

(...)

Fernando Pessoa

 

Ser mulher é

O escritor Ricardo Kelmer é um dos meus prediletos. Desde o livro Quem apagou a luz? que sigo as suas letras tão bem trabalhadas. Não seria diferente com os artigos publicados no Jornal O Povo.  aki, retirado do blog do autor, é tudo de bom.  

 

Veja bem. Ele fala sobre o sentimento feminino, a mania, segundo ele, que a mulher tem de sufocar o homem com as suas esquisitices mulheril (esta é a minha visão).  

Colocando o meu sentir e pensar nas suas descrições, não lhe tiro a razão. A mente fantasiosa realmente atropela a relação. É confuso pensar feminino quando se aposta tudo e se quer tirar a limpo o que está pra vir. 

 

Sabe como é e nisso o homem não é diferente, a gente traça um perfil ideal de um companheiro(a) e joga tudo sobre o candidato que se aventura. Como não corresponde ao idealizado, a frustração se faz presente. Mas, o contraponto é saber discernir, que encheção de saco não significa mimo, atenção. Afinal, isso não é aprendizado, mas serve de lição. 

 

É preciso ter para ser? para a maioria ainda. Não vou generalizar porque seria irresponsável. Mas, euzinha, por exemplo, estou mais solta e já não fico achando que a presença masculina intranqüiliza. Costumava pensar (olha eu aí me entregando) que homem tirava o meu sossessgo porque é espaçoso demais. Mas, qual! a pessoa nem se dava conta do que a minha mente maluquinha trabalhava.

 

Então, a alternativa é deixar a preguiça emocional de lado e encarar. Ser mulher é deixar o homem ser o macho da sua visão, sem moldar. Afinal, é melhor ser mimético do que manipulador.

 

Na PAZ!

 

Quer estar de bem com a vida? Seja leal, a partir dos seus sentidos. Talvez você nunca vá perceber a satisfação de começar este post da maneira escrita. Mas, posso ajudar a perceber a paz que me invade diante dos roupantes que os amigos nos fazem.

 

 

A lealdade é a forma representada de encarar a realidade que por vezes insisto em mascarar. Na realidade, é uma grande conquista. Aprender a ser leal com os sentimentos, monitorar as emoções para que não exorbitem e não atropelem o sentir do outro.

 

No percorrer da vida chegamos a ouvir a indagação podemos ser apenas amigos? Como se fosse pouco. É assim, a subvalorização do que há de melhor, o sentir que mais se aproxima do amor, promessa de vida futura.

Lealdade, bem diferente da cumplicidade - quando alguém está conosco enquanto é bom e proveitoso - é o passo para o escalar do progresso lento, mas determinante na vida. Pois é, estou assim hoje: na paz!

 

AMORES,
Hoje acordei perdidamente gostando das pessoas... rsrsrsrs.
Essa mensagem é só pra mandar a minha melhor energia pra vocês.
Que este, assim como os próximos dias, seja um presente
cheio de surpresas deliciosas conforme o merecimento de cada um.
Que vocês, antes de dormir, tenham coisas lindas pra recordar, acontecimentos
incríveis massageando o coração e causando uma sensação de bem-estar
imensa.
Que o sol interno teça a paisagem.
E que a vida abra todos os caminhos pra que vocês alcancem
com urgência aquilo que o coração mais almeja.
Toda a força do meu pensamento positivo pra que o Universo
tenha todas essas alegrias que hão de vir inundando a atmosfera.

Todo amor que houver nessa vida.
E uma existência útil e bem-aventurada pra todos nós.

Um beijo meu em cada um de vocês.

 

 

 

 

 

 

Eu  amo  tudo  o que  foi,


Tudo o que já não é,


A dor que já me não dói,


A antiga e errônea fé,


O ontem que dor deixou,


O que deixou alegria


Só porque foi, e voou


E hoje é já outro dia.

 

 

Fernando Pessoa

 

 

S.A.U.D.A.D.E

Éuma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, “saudade”, só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim “solitas, solitatis” (solidão), na forma arcaica de “soedade, soidade e suidade” e sob influência de “saúde” e “saudar”.

Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Provém do latim “solitáte“, solidão.

 

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